Eu nunca vou entender porque coisas ruins acontecem com pessoas boas. Nunca.
E para mim, apesar do mundo em si ser muito ruim, existem sim pessoas boas. Muito boas. Ela é uma dessas pessoas. Dessas que a gente gosta de graça! Dessas que faz nosso dia ficar mais feliz. 
Eu fui recebida por D. Sílvia como sou recebida na casa das minhas tias preferidas. Fui recebida com todo carinho do mundo, ela me deixou à vontade em sua casa, como poucas vezes já consegui ficar na casa de alguém. Foi apenas um fim de semana, nunca mais a vi pessoalmente, mas esse fim de semana ficou marcado para sempre, porque tivemos conversas super longas sobre tudo, me senti em casa na casa dela. Foi maravilhoso!
É a mãe da minha melhor amiga, é a sogra do meu irmão, é minha família. Agora não é mais: ser recebida como se fosse da família. Agora ela é minha família. É alguém que eu amo. A última coisa que ela falou com Bell sobre mim foi que me viu andando pela casa com meias listradas (que lindo, iguais as da Lou, de "Como eu era antes de você"!), e ainda disse que era bem minha cara, que sempre gostei dessas loucuras. Não, eu não tenho as meias listradas. Mas teria facilmente. Porque eu gosto mesmo dessas loucuras. E porque eu fiquei louquinha pelas meias da Lou, quando eu vi no filme, exatamente como imaginei quando li o livro. Ela capta minha alma, ela conseguiu me conhecer intimamente, mesmo tendo tão pouco tempo de convivência... Acredito em ligação de almas, e sei que nossas almas são ligadas.
Acredito em Deus, sei que Ele sabe de todas as coisas, mas ainda assim não me conformo que uma pessoa com a alma tão linda, de coração tão puro, de sorriso de criança, possa estar passando por essa situação tão complicada... Ok, Deus... Me perdoe por não estar conformada. Me perdoe por questionar seus desígnios. Mas sabe... eu daria tudo para passar outro fim de semana na casa de D. Sílvia. Pra rir junto com ela, pra ela se emocionar com minha história com Francisco, pra ela fazer aquela comida caseira tão gostosa, que me fez sentir como se estivesse na casa da minha própria mãe.
Obrigada Deus, por ter me proporcionado ser amiga de Bell e conhecer essa família linda que eu aprendi a amar e ter como minha... Se eu pudesse fazer um pedido agora, seria realmente para que devolvesse a D. Sílvia pra gente do jeitinho que ela é. Mas foi da Sua vontade cessar o sofrimento dela, já que esse tipo de câncer não tem cura.
Tudo o que eu queria era abraçar a minha cunhada e simplesmente não falar nada... Apenas para que ela saiba que eu sempre estarei ali pra ela. Sempre. Imutável e incondicional.

Eis quem eu sou: um poço de imperfeições. 
Mas posso te garantir uma coisa: sou de verdade.
Fale o que quiser falar de mim. É um direito que lhe cabe. Mas não sou falsa. Não finjo ser o que não sou. Não uso máscaras. Não sou dissimulada. Nunca disse que eu era certinha. Nunca fingi ser recatada. 
Então na minha imperfeição, costumo aceitar as imperfeições alheias. Não espero nada de ninguém. Já esperei muito. Hoje sei que cada um dá o que pode. O que consegue. O que quer. Cabe a nós aceitar ou não. E quando temos que nos diminuir pra caber no mundo alheio, temos que nos respeitar e cair fora. 
Sim, me afastei de muita gente. Sim, muita gente fala sobre isso. Desconfia que eu não sou tão confiável por isso. Não tenho que provar nada pra ninguém e nem vou tentar isso. Mas só digo uma coisa: se me afastei das pessoas que vocês costumavam me ver andando junto é pq eu não cabia mais no mundo delas. Mas não ando por aí difamando ninguém. Maldizendo ninguém. Pessoas vão e vêm. Algumas ficam para sempre. Outras não. Mas nem por isso vou falar mal delas. O importante mesmo é não nos perdermos de nós mesmos no meio do caminho. Se para ter alguém por perto, eu preciso deixar de ser eu mesma, sinto muito. Eu sigo em frente mesmo e nem olho pra trás.
"Sempre há uma saída. Quando as coisas parecem não ter solução, sempre há um jeito. De fazer o impossível. De sobreviver ao impensável. Há sempre um jeito. E você... Você e eu temos isso em comum. Diante do impossível, sentimos inspiração. Então se posso dar um conselho é que, hoje, se sentir medo, em vez disso, fique inspirado." [Fala extraída do episódio 7, temporada 6, Grey's Anatomy]

Tem exatamente tudo a ver com a gente. Nos piores momentos, nos mais difíceis, nos cruciais, nos inspiramos. Nos fortalecemos. Enfrentamos. Somos iguais nisso.
Amo você, eternamente. ❤


Eis que hoje recebo uma mensagem da minha mãe, dizendo que eu e Francisco comemoraremos bodas de turquesa amanhã. Sim... Amanhã fazem 18 anos do nosso casamento civil e realmente 18 anos de casados são bodas de turquesa.
É tão difícil pensar em comemorar aniversário de casamento, depois de tudo o que passamos, depois que nos transformamos muito mais em dois irmãos do que em cônjuges... Tenho por ele um amor muito maior do que quando nos casamos, um amor incondicional, de mesmo tamanho e proporção do amor que sinto por nosso filho e todos sabem que o amor maternal é o mais sublime de todos. Mas é exatamente esse amor que eu sinto por Francisco. É o amor que nada abala, nada muda. Mas não é o amor marital. Não me sinto mais como quando casamos, não comemorarei bodas de turquesa. Ele é o meu amor, mas não vou ser hipócrita de dizer que ainda somos como quando casamos. Muita coisa mudou, nosso amor sublimou, se transformou, transcendeu.
E hoje eu me peguei pensando nisso. No quanto eu também me transformei. Eu sempre fui a independente, a que queria viajar o mundo todo, a que dizia que nunca ia se casar... Eu abri mão de tudo, para cuidar do meu amor. Se eu me arrependo? Não. Se eu me questiono? Sempre.
Tenho muito o que comemorar sim, cada vitória ao lado dele, cada conquista, cada vez em que os médicos o desenganaram e a minha força e a minha fé negaram a medicina no momento. Quantas vezes questionei médicos, fui atrás de soluções e consegui fazer com que achassem uma luz no fim do túnel. Porque nunca aceitei perder sem lutar. Sempre fui guerreira, isso é um fato. E mesmo depois de tanto tempo, tantos contratempos, tantas cirurgias, tantas internações, eu ainda sou capaz de lutar com a mesma garra, a mesma obstinação. Porque é isso que uma mãe faz por um filho, é esse o tamanho do meu amor por Francisco.
Comemoro sim, 18 anos de convivência, de entrega, de amor. Mas não de casamento. Não vou ser hipócrita.
E hoje me orgulho da mulher que eu sou, que eu me transformei. Muitas vezes vi minhas colegas de turma, muitas delas formadas, com seus diplomas, com suas carreiras e pensei que fosse menor que elas, por não ter optado em primeiro lugar por minha vida profissional. Mas eu recebi uma missão. Difícil. Pesada. Quase impossível. E sinto muito orgulho de mim por estar cumprindo essa missão. Bravamente. Contrariando todos os prognósticos de que eu não conseguiria. Posso ter aberto mão de uma carreira, mas não abri mão de mim.
E tenho muito o que comemorar. Sou melhor agora. Depois desses 18 anos de convivência, de aprendizado, de amor. 

Ele é o meu amor. ❤
Independente dos altos e baixos. Independente dos momentos de stress... Independente de qualquer situação.
Porque ele me enxerga realmente como eu sou e me aceita com todos os meus aspectos, até os piores. E ele conhece todos. TODOS. Entre nós é tudo de verdade. Não existe hipocrisia. Não existe falsidade. Ele me conhece pelo avesso. São 18 anos de convivência intensa. De entrega. De momentos de desespero. E sempre depois de uma crise (e já tivemos inúmeras), voltamos mais fortes. Amando ainda mais, porque não temos máscaras. E porque eu tenho a segurança de que não importa o que aconteça, não importa o tamanho da tempestade, o nosso barco não afunda.
Porque é pra sempre, é verdadeiro. É puro! ❤❤❤
Como na música do Paralamas: " às vezes te odeio por quase um segundo, depois te amo mais..."
Ainda bem que a gente tem a gente.
Aqui é realmente pra sempre. 😍
Com o tempo, a gente passa a se conhecer cada vez melhor e a se respeitar cada vez mais, a aceitar até as coisas que antes  incomodavam tanto...
Eu sempre tive o costume de começar coisas e não terminar, de desistir quando tudo parecia começar a ficar chato, não insistir em ir até o final. Isso vale para várias coisas, seja um livro, filme, trabalho, estudos, até séries de TV também. Ok, antes eu achava isso terrível. Porque eu não podia ser como a maioria das pessoas e insistir um pouco para ver se as coisas melhoram ou mudam? Até com a faculdade foi assim também, muitas vezes tentei justificar o fato de não ter concluído o curso, por causa do meu casamento. Hellooooo! A quem eu tento enganar com isso? Quando eu conheci Francisco, já era pra eu estar formada há muito tempo. Mas simplesmente fui trancando as disciplinas que não gostava, fui fazendo até as que não eram obrigatórias que eu amava e simplesmente quando conheci Francisco, apenas facilitou a minha decisão de não me formar num curso que em nada tinha a ver comigo. Por que eu estou falando sobre isso agora? Porque faz tempo que não consigo ler um livro completo... Porque eu estava revendo uma série que já vi e eu amava e agora por um motivo, que muitos vão considerar extremamente bobo, eu cansei de ver no fim da segunda temporada. Simplesmente porque deram um espaço imenso para um personagem idiota e que me irrita a cada vez que aparece. E porque eu lembrei que ele realmente tem um espaço imenso e demora para ir embora da série... Então me pergunto: "por que ver algo que está me irritando?". A minha vida já tem uma dose de irritação diária suficiente, da qual eu não posso fugir. Séries e filmes servem para me distrair e não para me irritar, e se elas não estão cumprindo esse papel no momento, abandono sem problemas. Não é a primeira vez. Aconteceu com Revenge (e eu perdi até mais do que agora, porque era uma série inédita pra mim e eu simplesmente me desinteressei a ponto de nem ir atrás de como a série terminou), aconteceu com Blacklist, que eu era simplesmente apaixonada pelo Reddington e perdi a vontade de ver, por causa de uma morte falsa idiota, que apareceu pra justificar um problema com a atriz... Enfim... talvez eu me envolva demais, talvez eu devesse ser uma mera expectadora e não estar nem aí pra os personagens chatos ou pra coisas que acontecem e que me irritam. Mas aí eu não seria eu. 
Posso ser uma tremenda chata, mas essa sou eu. Não sei ser diferente, não sei ver sem me envolver. E eu amei tantas outras séries, que percebo que o problema não são séries longas ou isso ou aquilo. A questão é que eu vejo coisas para me distrair e se o efeito não é esse, não vejo sentido em insistir. 
Estou desistindo temporária ou definitivamente de uma das minhas séries favoritas, Gilmore Girls. Simplesmente porque ela não está cumprindo o seu papel pra mim. De chatice já basta a que eu tenho que aturar na vida real. 
Hoje em dia, como falei no início, aprendi a me respeitar, a aceitar quem eu sou, não que eu não possa mudar, até porque só o que está morto não muda. Mas definitivamente tudo o que eu quero é tentar me distrair um pouco do peso do dia a dia. Tudo bem se não consigo mais me concentrar pra ler, que era algo que eu amava. Tudo bem abandonar tudo o que não me faz bem. Tudo bem querer estar cada dia mais só. Tudo bem não querer mais sair tanto de casa. Tudo bem não concluir a faculdade. Tudo bem simplesmente ser eu mesma, ainda que isso me transforme em um ser cada vez mais solitário. 

Sei que esse é um assunto muito batido, mas hoje senti vontade de falar a respeito.
Ontem assisti a um programa de TV junto com Francisco, acho que na Discovery ou em algum desses canais de TV por assinatura. Era sobre um fotógrafo que resolveu registrar "mulheres normais" sem photoshop e nenhum outro programa de edição de imagens. Tratava-se do tão falado "empoderamento" das mulheres. Eu não sou nada fã desse termo, não sou feminista (aliás não gosto de nenhum tipo de discurso extremista, seja feminismo, machismo, coisas afins). Mas sinceramente fiquei sem entender muito o objetivo desse fotógrafo. 
Muito se fala em padrões de beleza, em modelos inalcançáveis para nós, mulheres normais, que tem estrias, celulite, flacidez. Não parecemos manequins de loja, sem nenhuma marca no corpo. Aí vem um fotógrafo com o objetivo de mostrar a realidade, as mulheres como elas são, com todas as suas imperfeições. E o que nós vimos nesse documentário foi exatamente as modelos inalcançáveis, fazendo questão de dizer que nenhum truque foi usado e que lá estavam elas, com suas imperfeições. Aham... Que imperfeições??? Mulheres plasticamente perfeitas, barrigas sem nenhuma dobra, mesmo em poses altamente desfavoráveis, nada de celulite ou estrias, nenhuma flacidez, seios no lugar, bumbum lisinho. Na verdade, o que ele mostrou nada teve a ver com mulheres normais mostrando imperfeições. Ali estavam modelos muito bem pagas, que vivem a vida cuidando incansavelmente dos seus corpos e que nada se parecem com as pessoas que encontramos no dia-a-dia, com as nossas colegas de trabalho, de faculdade, com as mulheres que vemos nas praias ou clubes. Se o objetivo era mostrar imperfeições de mulheres comuns, eram essas as mulheres que deveriam ser mostradas. Mulheres comuns. 
Claro que ninguém quer ver o feio, ninguém quer fotos de mulheres com estrias, celulites, flacidez... Todos gritam pela aceitação, mas preferem ver a perfeição. O que eu me questiono é com a hipocrisia do projeto. Se a intenção era mostrar as imperfeições de mulheres comuns, para que mostrar a perfeição dos corpos esculpidos dessas modelos, que nada tem de comuns?
Eu já tenho 42 anos e não estou mais tão preocupada em ter corpo perfeito. Gosto de fazer exercícios físicos e cuido da minha alimentação, procuro ser o mais saudável possível, porque gosto de me olhar no espelho e ficar feliz com o que vejo, não gosto de engordar muito, nem de emagrecer demais, pois aparecem mais as imperfeições que eu tenho. Sim, porque eu sou uma mulher comum. Não sou uma modelo. Nunca fiz plástica, embora até tenha vontade. Me falta um pouco de coragem e muito de dinheiro. Mas meu objetivo maior é me aceitar, da maneira que eu sou. E tenho conseguido. 
Mas me pergunto quantas meninas, adolescentes, que também não tem o corpo perfeito, liso, sem nenhuma celulite ou estria (o que hoje é bem difícil, vejo bebês com celulite), veem um programa como esse e se perguntam porque o corpo delas também não é perfeito. Aí temos meninas enlouquecidas, para chegarem perto do corpo de uma dessas modelos, que segundo o programa são mulheres comuns com imperfeições... Ok. Juro que procurei uma imperfeição que fosse em uma das muitas modelos fotografadas. E olha que sou bem crítica. Não vi nenhuma. Nenhuma imperfeição. É assim que se busca fazer um projeto para que as meninas se aceitem? Se "empoderem"? Não creio, de verdade. 
Muitas das mulheres que assistiram esse programa devem ter terminado ainda mais infelizes com os seus corpos, já que as "mulheres comuns com imperfeições" estavam ali sem filtro, sem photoshop e não tinham nem um terço das nossas imperfeições reais. Aliás, de verdade, fisicamente não tinham imperfeição nenhuma. Grande hipocrisia! 
As fotos eram belíssimas, as modelos mais ainda, o fotógrafo - um excelente profissional. O que eu questiono é o motivo. Ali nada tinha a ver com incentivar a aceitação dos corpos imperfeitos ou "empoderar" mulheres comuns. Mais uma vez era um programa de TV nos mostrando corpos perfeitos e padrões praticamente inatingíveis para a maioria das mulheres. 
Sábia frase... Quando o que temos a dizer não for melhor que o silêncio, o melhor é calar... 
Eu tenho aprendido isso, graças a Deus. Estou me policiando cada vez mais para não sair por aí, falando bobagens, opinando onde não fui chamada, me intrometendo na vida alheia. Sim, não vou aqui dizer que nunca fiz isso. Já fiz sim, levada muitas vezes pelas "rodas de amigos", onde por falta de assunto, acaba-se sempre falando o que não devemos. Tenho me policiado para que isso não aconteça, primeiro porque é leviano, segundo porque não quero fazer com outras pessoas o que não gosto que façam comigo.
Essa máxima devemos levar para a vida, é a regra básica do bem viver, do conviver: "não fazer aos outros o que não queremos que façam conosco". É bem simples, mas nem sempre é tão fácil. Estou cada vez mais aplicando isso em minha vida.
Hoje, ao ler o texto de uma amiga no facebook, parei pra pensar a respeito de algumas coisas. Lá ela falava sobre pessoas que chegam com comentários desagradáveis e pouco construtivos, do tipo: "nossa, como você está magra!", mas não em tom de elogio e a gente bem sabe diferenciar quando é algo que vem para construir e quando é um comentário que, querendo ou não, vem implícito a intenção de nos colocar pra baixo... Eu passo por isso sempre, mas hoje criei um escudo, dizem que estou mais fria, a verdade é que aprendi a me proteger das pequenas maldades alheias, que todos parecem aceitar (já que todo mundo faz...). Me recuso a aceitar e como não posso modificar os outros e as suas línguas ferinas, modifico a mim e aos meus ouvidos, filtrando o que ouço.
Já cansei de ouvir comentários do tipo: "porque você faz isso com o seu cabelo?" , quando eu passava a máquina e me deixava quase sem cabelo... A minha resposta sempre foi simples: "porque deu vontade!". As pessoas estranham o que é fora do convencional, isso eu até entendo... Mas daí a chegar para a outra e impor a sua opinião, é no mínimo falta de bom senso. E daí se eu raspo minha cabeça? O que isso muda a vida de quem me vê? Ninguém é obrigado a gostar do que eu faço comigo mesma, mas existe uma coisa que se chama "respeito às diferenças" e poucas pessoas sabem o que é isso, apesar de estarem por aí gritando aos quatro ventos que querem respeito. Faz um tempo que eu fui mandar fazer óculos pra mim, tenho que usar há anos e não consigo me adaptar... Eis que o senhor que é dono da ótica, chega pra mim e fala: "uma moça tão bonita e estragou a pele com essas tatuagens." Quem escuta sempre tem que ser educado, né? Mas a pessoa se acha no direito de falar o que quiser. Não é bem assim. Eu sou educada, mas não levo muito desaforo pra casa não. Eu simplesmente falei pra ele: "pois eu me acho muito mais bonita agora, que enfeitei minha pele com as tatuagens." Mas o ser humano não cansa de falar. Não para de dar opiniões onde não foi chamado. 
Eu vivo a vida de uma forma bem leve, diante de uma realidade extremamente difícil e o que eu mais escuto por aí é que sou hipócrita e falsa, que ninguém diante de tantos problemas, pode viver com um sorriso largo no rosto. Ok. Eu que não vou perder meu tempo provando a ninguém que a felicidade reside dentro de nós mesmos e se a maioria do mundo prefere enxergar os problemas em vez de agradecer pelo simples fato de estar vivos, sinto muito! Eu realmente não pertenço a esse mundo. Me deixe no meu mundo de Alice. ;-)
Garanto que no meu mundo, as pessoas são bem mais legais umas com as outras! 
Todo final de ano é o encerramento de um ciclo, de um tempo. E todo começo tem gostinho de novidade. Uma vontade de fazer algo diferente. 
Nesse ano que passou, eu estive mais atenta a mim mesma, pude perceber muitas das minhas falhas e o motivo de certas histórias se repetirem em minha vida. Existe uma frase que diz: "Quando a história se repete, preste atenção. Há uma lição que você precisa aprender, que talvez tenha ignorado na primeira vez." Não sei quem escreveu, mas são sábias palavras. Muitas vezes nos perguntamos o porquê de estarmos passando pela mesma situação... e muitas vezes essa situação se repete inúmeras vezes, até que a gente percebe que somos nós que precisamos mudar, para que a situação mude. Se a mesma história vem se repetindo com frequência, é porque estamos insistindo em algo que já deveríamos ter abandonado... Aconteceu comigo. Deve acontecer com vocês também, mas às vezes passamos direto pelas coisas, sem prestar atenção. Esse ano eu resolvi prestar atenção.
Como em todos os anos, faço minha retrospectiva e não encaro isso como um clichê de final de ano, encaro como uma necessidade de auto-análise e autoconhecimento, de crescimento interior e amadurecimento. Esse ano eu me assustei com a quantidade de pessoas que se afastaram de mim, pessoas que eu considerava amigas, pessoas que eu achei ter cativado (assim como a raposa do Pequeno Príncipe), mas cativar é algo "quase sempre esquecido... é criar laços" (como diria a raposa...). Realmente, se fala muito em cativar, mas poucas pessoas sabem o que significa, poucas pessoas se permitem ser cativadas e sinceramente, eu me cansei um pouco de tentar ser a raposa. Hoje estou bem mais sozinha, tenho bem menos amigos, os que tenho são preciosos, mas acho difícil criar laços.
A maioria das pessoas usam máscaras, representa o tempo inteiro um papel que acha mais conveniente na sociedade e por mais que eu perceba que poderia muito bem entrar nessa mesma linha e viver rodeada de "amigos", por ser mais adequada à sociedade... de verdade, não quero. Não quero representar um personagem para ter pessoas por perto, para ser popular, para ser mais aceita. Não é muito fácil ser como sou, não sou uma pessoa fácil, a minha intensidade assusta, a minha pressa de viver afugenta a maioria das pessoas, a minha transparência incomoda, o meu jeito livre de ser faz com que as pessoas, na maioria das vezes, confundam bastante as coisas.
Então, fazendo a minha retrospectiva de final de ano e estabelecendo as metas para 2017, meu objetivo principal é estar cada vez mais fiel a quem sou, me aceitar cada vez mais, melhorar no que eu considero necessário (estamos em um eterno processo de evolução) e não cometer os mesmos erros. Não deixar que histórias se repitam. Ainda que não seja tão fácil ser como sou, eu me amo exatamente assim. Daria tudo para ter uma amiga igualzinha a mim, posso ter muitos defeitos e realmente tenho, mas sei das minhas qualidades, sei o quanto a minha amizade é preciosa e agora, perto de mim, só quem me aceita como sou. O resto... quem precisa de resto pra viver?

"Aprenda a ficar sozinho e gostar disso. Não há nada mais libertador e poderoso do que aprender a gostar da sua própria companhia." Cecília Meireles
Verdade mais que verdadeira. Desde que eu parei de tentar ter pessoas ao meu lado a qualquer preço e passei a gostar verdadeiramente de estar sozinha, me sinto mais forte e mais feliz. Ter amigos é muito bom, não vou aqui levantar uma bandeira de solidão. Eu sou uma pessoa extrovertida e comunicativa, gosto de ter companhia. Mas quantas vezes me permiti ter companhias nocivas ao lado, apenas por medo de estar sozinha?  A sociedade, muitas vezes, nos cobra que sejamos populares, que estejamos sempre acompanhados de alguém para parecermos normais e felizes. Uma pessoa sozinha parece esquisita. Hoje em dia, eu vejo o quanto isso nos aprisiona e até nos escraviza. 
Quantas vezes eu me permiti estar acompanhada de pessoas que não tem nada a ver comigo, porque seria esquisito estar em certos ambientes sozinha? Quanta bobagem! Estar sozinha é bom, não há nada de errado com isso. E as pessoas mais felizes não tem medo da solidão. Porque sua própria companhia é agradável, porque é maravilhoso poder ir para onde quiser, sem se preocupar se a pessoa com quem está vai gostar das mesmas coisas que você. Porque você pode simplesmente querer ficar em casa, sentar na sua poltrona, tomar um café, ver um filme... E rir sozinha das piadas prontas, sem se preocupar em parecer idiota! E chorar com as sessões da tarde repetitivas e piegas, sem ter um olhar te censurando por ser tão sentimental e dramática! ;-)
Estar rodeado de amigos é muito bom, eu sei. Mas conseguir estar bem consigo mesma, independente de estar acompanhada, não tem preço. Demorei a aprender isso. Conheci muitas pessoas que não tinham nada a ver comigo e caminhei ao lado delas durante um bom tempo, sem perceber o quanto deixei de me agradar, o quanto deixei de fazer o que me deixava feliz, apenas para ter a companhia dessas pessoas. Isso é uma prisão. Nos permitimos deixar de lado a nossa felicidade para ter alguém por perto. Quando deixamos de nos preocupar com isso e passamos a nos escutar mais, a nos satisfazer mais com a nossa própria companhia, acreditem: é libertador! A partir de então, só teremos as melhores companhias. Porque só nos permitiremos estar ao lado de quem ofereça uma companhia tão boa quanto a nossa! Passamos a não nos permitir mais ser roubados de nós mesmos. 
Já dizia Nietzche, sabiamente: "Não me roube a solidão sem antes me oferecer verdadeira companhia.”

Quem sou eu?

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"Eu prefiro o peso dos meus excessos do que o vazio de nunca ter vivido” - Matheus Jacob

Hello Stranger!

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Neste mundo não há saída: há os que assistem, entediados, ao tempo passar da janela, e há os afoitos, que agarram a vida pelos colarinhos. Carimbada de hematomas, reconheço que sou do segundo time.
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Aprendizado

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"Parabéns para você, que tem um sonho. Que não desiste, apesar do que falam. Que não se abala, apesar do medo. Que sente uma fraqueza interna, mas caminha com passos firmes. Que fica tonta, mas não desmaia. Que apesar de cada pedra no caminho, corre. Que reclama dos problemas, mas entende que a vida é feita deles. Que tenta entender o defeito alheio – e procura perceber os seus."

Eu

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Não sou certinha, não sou calma, não penso uma coisa só, o sangue me corre quente, sou da briga e quero brincar, dou risada alto, falo baixo, tenho explosões de alegria e fico muito, muito triste. Mas não me faço de coitadinha e não choro à toa ou por falta de coragem.

Não pare!

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"Se não puder voar, corra. Se não puder correr, ande. Se não puder andar, rasteje, mas continue em frente de qualquer jeito."(Martin Luther King)

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